Orientador (a): Ana Luiza Nobre
Dissetação: Uma “arquitetura suja”: A oficina Al Borde como alternativa ao fazer mundo do Antropoceno
Data da defesa: 12/08/2025
Resumo:
Diante das crises socioambientais atuais, agravadas pelas práticas arquitetônicas alinhadas à lógica do Antropoceno, vem crescendo o número de trabalhos destinados a investigar alternativas à produção hegemônica da arquitetura contemporânea. Com base nas contribuições de Julia Watson e Ana Luiza Nobre, esta pesquisa adota como chaves de leitura, respectivamente, o Lo-TEK — acrônimo que enfatiza saberes ecológicos tradicionais locais — e o Projetar Agachado — expressão que sugere um reposicionamento sensível em relação ao corpo da Terra. A partir dessas referências, analisa-se a prática do coletivo de arquitetura equatoriano Al Borde, reconhecido por projetos desenvolvidos em contextos de escassez financeira e vulnerabilidade ambiental, com uso de técnicas construtivas vernaculares locais e
ancestrais, economia de recursos e envolvimento comunitário. A pesquisa foca em 3 projetos selecionados (Casa Jardín, 2018-2020; Escuela Nueva Esperanza, 2009-2014; Cementerio Buena Muerte, 2024), buscando compreender como essa prática se constitui e se mantém, e em que medida representa uma alternativa concreta às epistemologias antropocêntricas da arquitetura, contribuindo para sua reorientação ética, política e ecológica.